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De MEI para ME (Parte 3): Passo a Passo do Desenquadramento

 De MEI para ME (Parte 3): Passo a Passo do Desenquadramento

Esta é a terceira parte da série "De MEI para ME — Crescendo sem Perder o Controle". Se ainda não leu, confira a [Parte 1: Como saber se chegou a hora de crescer] e a [Parte 2: Vantagens e desvantagens de sair do MEI]. No próximo artigo, vamos falar sobre como organizar as finanças no primeiro ano como ME.

Depois de decidir migrar, chega a parte prática: como o desenquadramento funciona de verdade, quais prazos respeitar e o que muda no dia a dia da empresa.

📌 Os Dois Tipos de Desenquadramento

Por opção própria

Quando você decide voluntariamente sair do MEI, mesmo sem ter estourado o limite de faturamento. Pode ser feito a qualquer momento pelo Portal do Simples Nacional.

Por obrigação

Acontece quando o faturamento ultrapassa o teto anual do MEI (R$81.000,00), quando o negócio contrata mais de 1 funcionário, ganha sócio, ou passa a exercer atividade não permitida no MEI.

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📅 Como Funcionam os Prazos

Os prazos mudam conforme o tipo de desenquadramento:

SituaçãoQuando passa a valer
Opção própria, solicitada em janeiroA partir de 1º de janeiro do mesmo ano
Opção própria, solicitada em outro mêsA partir de 1º de janeiro do ano seguinte
Ultrapassou até 20% do limite (até R$97.200)A partir de 1º de janeiro do ano seguinte, com DAS complementar sobre o excedente
Ultrapassou mais de 20% do limiteRetroativo a janeiro do próprio ano, com impostos de ME cobrados desde o início

Esse último caso é o mais delicado: se o faturamento passar bastante do teto, a empresa pode ser cobrada como ME desde janeiro, mesmo tendo operado como MEI o ano inteiro. Por isso, acompanhar o faturamento mês a mês evita surpresas.


🧭 Passo a Passo Prático

  1. Verifique sua situação — se está desenquadrando por opção ou porque ultrapassou o limite
  2. Acesse o Portal do Simples Nacional ou o Portal do Empreendedor com seu CPF/CNPJ e código de acesso
  3. Solicite o desenquadramento do MEI dentro do próprio sistema — o serviço é gratuito
  4. Regularize a natureza jurídica na Junta Comercial do seu estado, atualizando o registro da empresa
  5. Contrate um contador — a partir do desenquadramento, a contabilidade formal se torna obrigatória
  6. Guarde o recibo/protocolo de cada etapa, para ter comprovação caso a Receita solicite depois

Existe também o caminho de dar baixa no MEI e abrir um CNPJ novo já como ME — pode ser mais rápido dependendo da situação, mas envolve reemitir contratos e atualizar dados com clientes. Vale conversar com um contador para escolher o caminho mais adequado ao seu caso.

⚠️ Erros Comuns no Processo

  1. Deixar para comunicar o desenquadramento depois de ultrapassar bastante o limite — isso pode gerar cobrança retroativa desde janeiro
  2. Não atualizar o registro na Junta Comercial, mantendo a empresa em situação irregular
  3. Achar que pode continuar sem contador depois da migração — isso não é mais permitido como ME
  4. Não guardar comprovantes de cada etapa do processo

💰 O Que Muda nos Impostos

Como MEI, o imposto é um valor fixo mensal (o DAS). Como ME, o imposto passa a ser calculado como percentual do faturamento, dentro do Simples Nacional — a alíquota varia conforme a atividade e o quanto a empresa fatura, podendo ficar entre 4% e 33%. Isso significa que, quanto mais a empresa fatura, maior tende a ser a alíquota efetiva.

🎯 Próximo Passo

Com o desenquadramento feito, o desafio muda de figura: organizar as finanças da empresa dentro dessa nova estrutura, com contador, impostos proporcionais e mais obrigações contábeis. É sobre isso que vamos falar no próximo e último artigo da série.

💬 Você já passou (ou está passando) pelo processo de desenquadramento? Conta sua experiência aqui nos comentários!

Cris Monteiro — Mentora Financeira Instagram: @crismonteirofinancas



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Orçamento Familiar em 5 Passos: O Guia Simples para Organizar as Contas de Casa

 Orçamento Familiar em 5 Passos: O Guia Simples para Organizar as Contas de Casa

Muita família só percebe que o dinheiro não está sobrando no fim do mês, sem entender exatamente por quê. A resposta quase sempre está na falta de um orçamento — não porque falta dinheiro, mas porque falta claro de onde ele está indo.

🏠 Por Que Todo Lar Precisa de um Orçamento

Um orçamento familiar não é sobre restrições à vida — é sobre ter controle. Pesquisas de educação financeira mostram que as famílias que acompanham suas contas mensalmente têm muito mais facilidade para poupar e evitar dívidas por impulso.

Se na sua casa: ✓ O dinheiro "some" antes do fim do mês ✓ Vocês não sabem quanto gastam com cada categoria ✓ Decisões financeiras geram brigas ou desalinhamento no casal

Este guia é para vocês.

📋 O Passo a Passo do Orçamento Familiar

1️⃣ Liste todas as fontes de renda

Salário, renda extra, benefícios — algo que entra na casa por mês, incluindo valores líquidos (depois de descontos).

2️⃣ Listar todos os gastos fixos

Aluguel ou financiamento, condomínio, escola, planos e assinaturas. São os compromissos que existem independentes do mês.

3️⃣ Listar os gastos variáveis

Mercado, transporte, lazer, roupas. Aqui costuma haver uma maior margem de ajuste do orçamento.

4️⃣ Separe uma parte para poupança e imprevistos

Antes de decidir o quanto sobra para o “extra”, reserve um valor fixo para reserva de emergência — mesmo que pequeno no início.

5️⃣ Compare o total de gastos com a renda

Se o total de gastos for maior que a renda, é hora de revisar categorias — começando pelos gastos variáveis, que costumam ter mais flexibilidade.


📊 Modelo Simples de Divisão do Orçamento

Categoria% sugerida da renda
Gastos públicosaté 50%
Gastosaté 30%
Poupança e reserva de emergênciapelo menos 10%
Lazer e desejos pessoaisaté 10%

Essa divisão é um ponto de partida — o ideal é ajustar conforme a realidade e os objetivos de sua família.

⚠️ Erros Comuns ao Montar o Orçamento Familiar

  1. Não inclua gastos anuais (IPTU, seguro, material escolar) — eles pesam quando aparecem de surpresa
  2. Fazer o orçamento sozinho quando as decisões são do casal ou da família toda
  3. Ser rígido demais logo no início e desistir nas primeiras semanas
  4. Não verifique o orçamento quando a renda ou os gastos mudam

🎯 Rotina para Manter o Orçamento Funcionando

  • Toda semana: revisar rapidamente os gastos variáveis ​​já feitos
  • Todo mês: compare o gasto real com o planejado e ajuste o que for preciso
  • A cada 3 meses: reavalie as porcentagens de cada categoria conforme a vida da família muda

Um orçamento familiar não precisa ser perfeito no primeiro mês — precisa existir. É a partir do que fica possível enxergar exatamente onde ajustar para sobrar dinheiro no fim do mês, sem depender de sorte.

Se você quiser um modelo pronto para preencher com sua família, tenho uma planilha de orçamento doméstico gratuita disponível nos materiais do blog.

💬 Sua família já tem o hábito de fazer orçamento juntos? Conta aqui nos comentários!

Cris Monteiro — Mentora Financeira Instagram: @crismonteirofinancas






Separar Finanças Pessoais das do Negócio: Guia Prático para MEI

                     Separar Finanças Pessoais das do Negócio: Guia Prático para MEI

Um dos erros mais comuns entre MEIs é usar a mesma conta para tudo: recebe do cliente, paga o mercado, compra material de trabalho e ainda tira dinheiro para o lazer — tudo misturado. O resultado é nunca saber se o negócio está dando lucro de verdade ou se está "comendo" o dinheiro pessoal.

🔀 Por Que Misturar as Contas é Perigoso

Quando pessoa física e pessoa jurídica dividem a mesma conta: ✓ Fica impossível calcular o lucro real do negócio ✓ Gastos pessoais parecem "custo da empresa" e distorcem o preço final ✓ Na hora de declarar o MEI, fica difícil separar o que é receita de verdade ✓ Cresce o risco de gastar dinheiro que já tinha destino certo (imposto, fornecedor)



🏦 Passo a Passo para Separar de Verdade

1️⃣ Abra uma conta PJ (ou conta digital para MEI)

Hoje existem contas digitais gratuitas voltadas para MEI, sem taxa de manutenção. Todo o dinheiro do negócio — vendas, pagamentos de clientes — deve entrar só nela.

2️⃣ Defina um pró-labore fixo

Pró-labore é a "retirada" mensal que você faz do negócio para seu uso pessoal — como um salário. Ele deve ser um valor fixo, definido com base no que o negócio consegue sustentar, não no que sobra no fim do mês.

3️⃣ Transfira só o pró-labore para a conta pessoal

O restante do dinheiro fica na conta PJ, reservado para custos do negócio, impostos e reinvestimento.

4️⃣ Nunca pague contas pessoais direto da conta PJ

Mesmo que pareça mais prático, isso quebra a separação e volta a misturar tudo.


📋 Tabela: O Que Entra em Cada Conta



Conta PJ (negócio)Conta Pessoal
Recebimento de clientesPró-labore mensal
Pagamento de fornecedoresContas de casa
DAS e outros impostosLazer e gastos pessoais
Reinvestimento no negócioReserva de emergência pessoal






⚠️ Erros Comuns Nessa Separação

  1. Definir um pró-labore alto demais no início, sem considerar os custos fixos do negócio
  2. Sacar valores aleatórios da conta PJ conforme a necessidade pessoal surge
  3. Não guardar o valor do DAS na conta PJ assim que a venda entra
  4. Achar que "é tudo meu mesmo" e perder o controle de quanto o negócio realmente lucra

🎯 Rotina para Manter a Separação

  • Toda venda: cai direto na conta PJ
  • Uma vez por mês: transfira o pró-labore definido para a conta pessoal
  • Assim que a receita entrar: separe o valor do DAS antes de qualquer outro gasto
  • A cada trimestre: revise se o pró-labore ainda faz sentido com o crescimento do negócio

Separar as contas não é burocracia — é o primeiro passo para enxergar se o seu negócio realmente dá lucro. Sem essa clareza, é impossível tomar boas decisões sobre preço, investimento ou contratação.

Se você ainda não sabe quanto pode tirar de pró-labore com segurança, o artigo sobre precificação aqui no blog ajuda a calcular isso com base nos seus custos reais.

💬 Você já separou as contas pessoais e do negócio ou ainda está tudo junto? Conta aqui nos comentários!

Cris Monteiro — Mentora Financeira Instagram: @crismonteirofinancas


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Tesouro Direto para Iniciantes: Por Onde Começa a Investir com Segurança

               Tesouro Direto para Iniciantes: Por Onde Começa a Investir com Segurança


Guardar dinheiro na poupança ainda é hábito de muita gente, mas quem quer fazer o dinheiro render de verdade precisa conhecer o Tesouro Direto. É considerado um dos investimentos mais seguros do Brasil, porque tem garantia do Governo Federal — e você pode começar com pouco mais de R$ 30.

🏦 O Que é o Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa do governo que permite comprar títulos públicos pela internet. Na prática, você empresta dinheiro para o governo e recebe de volta com juros, em um prazo combinado.

Vantagens para quem está começando: ✓ Baixo valor mínimo de investimento ✓ Considerado o investimento de menor risco do país ✓ Liquidez diária — dá para resgatar quando precisar ✓ Rende mais que a poupança na maioria dos cenários.


📋 Os 3 Tipos de Tesouro Direto

TítuloComo funcionaIndicado para
Tesouro SelicRende conforme a taxa SelicReserva de lay
Tesouro PrefixadoTaxa de juros fixa, definida na compraQuem sabe quando vai usar o dinheiro
Tesouro IPCA+Rende inflação + juros fixosObjetivos de longo prazo (aposentadoria)
Para quem está começando, o Tesouro Selic costuma ser o ponto de partida mais indicado, por ter baixa volatilidade e liquidez diária.

🧭 Passo a Passo para Investir pela Primeira Vez

  1. Abra conta em uma corretora de valores — a maioria não cobra taxa de administração para Tesouro Direto
  2. Transfira o dinheiro da sua conta para uma corretora
  3. Acesse a plataforma do Tesouro Direto pelo site da corretora
  4. Escolha o título de acordo com seu objetivo (emergência, médio ou longo prazo)
  5. Defina o valor — é possível começar com frações a partir de cerca de R$30
  6. Confirme a compra e acompanhe pelo extrato da corretora

⚠️ Erros comuns de quem está começando

  1. Resgatar antes do prazo por impulso — isso pode reduzir o rendimento, especialmente no Prefixado e no IPCA+
  2. Não considere o Imposto de Renda — o Tesouro Direto segue tabela regressiva, e isso afeta o rendimento líquido
  3. Colocar toda uma reserva de emergência em título de longo prazo — prefira o Tesouro Selic para essa finalidade
  4. Não entendo a diferença entre rentabilidade bruta e líquida antes de comparar com outros investimentos

🎯 Por Onde Começar Hoje

  • Defina primeiro o objetivo do dinheiro (emergência, viagem, aposentadoria)
  • Escolha o título compatível com o prazo desse objetivo
  • Comece com um valor confortável , mesmo que pequeno, e vá aumentando com constância

Investir não precisa ser complicado nem exigir muito dinheiro. O primeiro passo é sair da inércia — o Tesouro Direto é hoje uma das portas de entrada mais seguras para isso.

Se quiser saber como montar uma reserva de emergência antes de partir para investimentos de longo prazo, já tenho um artigo completo aqui no blog sobre isso.

💬 Você já investiu no Tesouro Direto ou ainda está na poupança? Conta aqui nos comentários!

Cris Monteiro — Mentora Financeira Instagram: @crismonteirofinancas

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Poupar não é investir!

👉👉  Planner financeiro

Poupar não é investir!

Poupar não é a mesma coisa que investir. Guardar dinheiro sem objetivo não é o caminho para prosperar. Qual destino você planeja para esse dinheiro que está guardado?
Poupar 10% para independência, é a maneira mais inteligente que qualquer poupador precisa seguir.
Em nossa população 90% vive mais o presente do que o futuro, está presa ao imediatismo, ao consumismo isto é não consegue seguir um planejamento financeiro.
Quais são as garantias de que você terá condições de manter seu atual padrão de vida
?





De MEI para ME (Parte 3): Passo a Passo do Desenquadramento

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